Casa dos 30

25 agosto 2005

Os amores de verão

Agora levam Clonix, porque os dentes dão cabo de um gajo, panadol porque já lá vai o tempo de deitar na relva e safarmo-nos de um pigarrear, pleumocil (ou qualquer coisa assim) para matar o bicho que anda nos brônquios, uns xanax para os malucos do costume, um spray frio para o joelho mitigado de um amigo, muitos gases de um outro que não aguenta a muda de água e, sim, um baile de verão, um festival, etc., etc., etc.

Caramba, parecemos uma tenda de campanha a veranear

05 agosto 2005

Copa

E depois de tanta estrada palmilhada, o viajante encontra quase por acaso uma árvore frondosa. O seu mapa é talvez velho, não previa ali um oásis de uma peça só. Admira-a de longe e apetece-lhe escalá-la, explorar a copa enganadoramente singela, mas densa. Adivinha livros imensos de seiva nos seus ramos mais secretos, livros que outro alguém, quiçá, folheia furtivo no remanso sombrio. O inverno morre nos ápices mais profundos, empurrado pelo ouro leve da brisa morna que torneia um por um os seus ramos e folhas e frutos e nós, devagar, tão devagar.
O viajante vislumbra ao longe os pomares viçosos.
E, no entanto, sente a tentação de ficar por ali.

03 agosto 2005

Hoy ceno contigo,

...hoy, revolucion!

(Ismael Serrano)